Posts

tacas-de-vinho

Preciso de uma taça diferente para cada vinho?

Cada vinho possui características únicas dependendo da uva com que é produzido, mas será que é realmente necessário ter uma taça de vinho diferente para cada tipo da bebida?

A Revista Adega resolveu tirar a dúvida dos bons apaixonados por vinho. Confira abaixo os tipos básicos de taças:

Para vinhos tintos
O vinho tinto precisa de espaço para respirar e “dançar”, pois tem aromas e sabores muito intensos. A taça precisa ter um corpo grande e deve ser preenchida até um terço de sua capacidade. Nada de exageros, viu!

Existem dois tipos comuns de taças para vinho tinto: Bordeaux e Borgonha. Elas são batizadas com esses nomes por causa das famosas regiões produtoras da França.

Bordeaux
As taças Bordeaux foram feitas para vinhos mais encorpados e ricos em tanino, por isso possuem o bojo grande e a borda mais fechada para evitar a dispersão de aromas.

É indicada para as uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah e Tannat.

Borgonha
Os vinhos da Borgonha são mais complexos e concentrados, produzidos principalmente com a uva Pinot Noir.

As taças são em formato balão (ou seja, com bojo maior do que as Bordeaux) para que haja mais contato com o ar. Além da Pinot Noir, também é ideal para que sejam usadas com os vinhos Rioja tradicional, Barbera Barricato, Amarone e Nebbiolo.

Para vinhos brancos
As taças têm corpo menor do que as para vinho tinto por dois motivos. Primeiro, o vinho branco precisa ser consumido em temperaturas mais baixas e em um recipiente menor, que permita menos trocas de calor com o ambiente. Segundo, porque precisa que sejam realçadas as notas de frutas. A aba estreita equilíbrio entre doçura e acidez, crucial para os brancos. Ui!

Para vinhos rosados
Os vinhos rosés possuem os taninos dos tintos, mas os aromas dos brancos. Por esse motivo, a taça costuma ser menor que a dos brancos, mas com bojo maior. Ela deve acentuar a acidez do vinho, equilibrando assim sua doçura. Se não tiver uma taça específica para rosés (poucas marcas possuem), pode usar uma para vinho branco.

Taça ISO
A taça ISO (International Standards Organization) foi criada em 1970 e é uma espécie de coringa, pois serve para todos os tipos de vinho. É muito utilizada para degustações técnicas, para que possa ser mantida uma referência entre diversos tipos de fermentado.

Relativamente pequena e totalmente cristalina, o bojo é maior e ela é fechada na parte de cima.

Agora é hoje de aproveitar esse friozinho gostoso e se deliciar no mundo dos vinhos. Qual é o seu preferido?

Fonte: Revista Adega

Como presentear com o vinho perfeito

Como presentear com o vinho perfeito

Quem ama vinhos certamente já pensou em presentear um amigo querido, uma namorada ou mesmo o chefe com uma boa garrafa de vinho. Nessas horas, até o maior dos enólogos fica inseguro e precisa levar em conta alguns fatores de escolha.

Antes de mais nada, leve em consideração o gosto do presenteado. Não adianta nada dar a ele um vinho que você adora, mas que talvez ele não vá se interessar. O melhor a fazer é encontrar um meio termo, algo que deva despertar emoção nele, mas que também seja do seu gosto. Fora isso, há outras cinco dicas que podem lhe ajudar a dar um presente inesquecível.

1. Gosto pessoal

Preste atenção no gosto do presenteado. É possível que ele tenha alguma predileção por um tipo de vinho, um país produtor, uma denominação de origem, uma variedade de uva ou mesmo uma vinícola. Dado esse primeiro passo, é hora de afunilar a escolha. Você pode optar por um rótulo impactante tanto por sua safra especial quanto por sua nota elevada na crítica, ou então escolher um vinho inusitado, que desperte curiosidade. Exemplo: se o presenteado for um amante de Pinot Noir, por que não escolher um varietal de uma região recentemente descoberta, como Oregon, nos Estados Unidos?

2. Vinho para harmonizar

Caso conheça o gosto gastronômico do presenteado, seu prato predileto, ou saiba de algo que ele adore cozinhar, aproveite para comprar um vinho que harmonize perfeitamente com o menu. Para não correr o risco de errar, peça uma indicação a algum sommelier de sua confiança ou dê uma vasculhada nas matérias de harmonização deste Almanaque do Vinho.

3. História de vida

Outra boa maneira de escolher um rótulo é levar em conta a história de vida do presenteado. Se sua ascendência for de imigrantes italianos, por exemplo, vinhos da região de onde seus parentes vieram é uma boa opção. Mas não caia no óbvio de optar por um vinho da região em que a pessoa vive. A graça irá se perder. Além dessa possibilidade, você também pode presenteá-lo com um vinho originário de algum país que ele visitou e adorou, o local de sua lua de mel, a origem da empresa em que trabalha (caso seja um agrado profissional) ou então fazer menção a uma terceira pessoa através do vinho, como escolher um bom rótulo espanhol para os fãs de Rafael Nadal. Enfim, use a criatividade e tente se lembrar de ligações que possam gerar grandes escolhas.

4. Unir vinho aos hobbies

Assim como qualquer outro presente, o vinho também pode ser uma alternativa personalizada. Existem vinhos que estão intimamente ligados a certos temas e fatores, tanto pelo produtor em questão quanto pelo nome e rótulo. Para os fãs da pop art, um vinho da coleção “Tribute to Andy Warhol” é uma escolha garantida. Para aqueles que preferem a sétima arte, um vinho da vinícola de Francis Ford Coppola agradaria bastante. Se a preferência for por golfe, que tal uma garrafa da vinícola de Greg Norman? Há outros vários vinhos “temáticos”, por assim dizer, que podem casar perfeitamente com os gostos pessoais e profissionais de seu presenteado.

5. Importância da data

Por fim, o mais comum é escolher um vinho de uma safra que seja relevante para a pessoa. Mesmo que não seja um grande vinho, com certeza irá agradar. O ano do nascimento dele ou dos filhos, a data em que ganhou alguma coisa muito importante, em que se formou ou em que foi promovido são boas opções. O maior problema, nesse caso, será encontrar a safra em questão. À medida que o tempo vai passando, elas vão ficando cada vez mais caras e raras.

Pense em criar uma relação emocional e não no preço

Em todos esses casos, o preço do vinho não é o principal fator. A não ser que seja um vinho caríssimo, isso não fará muita diferença para o presenteado. Os motivos que o levaram a escolher esse presente, sim, serão lembrados por um bom tempo.

Fonte: Portal UOL – Revista Adega