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A história da Pizza Marguerita

No início do século XVIII, os povos provenientes da Fenícia tinham como costume o preparo de pães com diversos tipos de coberturas. Com isso, foram surgindo inúmeros formatos, até o momento em que se chegou a um modelo com a forma de disco e coberto, saborosamente, por carne e legumes.
Com o passar dos anos, essa mistura acabou chegando à Itália, que, com toda a sua criatividade culinária, aperfeiçoou a prática, fazendo uso de bons ingredientes, mas agora acrescentando alguns dos elementos hoje essenciais: o queijo e o tomate. E assim nascia a nossa amada pizza.

Com o crescimento da culinária no país (por volta de 1889), em uma viagem ao porto italiano, o rei Umberto I e a rainha Margherita de Savóia decidiram provar essa famosa iguaria de uma das pizzarias da região, que já eram bem conhecidas naquela época.

Como os nobres não se reportariam até o restaurante, ordenaram que a massa fosse levada até eles, a fim de serem surpreendidos com a bela especiaria.

O escolhido para a difícil tarefa de conquistar o paladar real foi o pizzaiolo Raffaele Esposito, que, para agradar a realeza, cobriu o prato com um saboroso molho de tomate e acrescentou por cima queijo e manjericão, formando as cores da bandeira da Itália.

Além disso, com o intuito de homenagear a realeza, deu à sua obra prima o nome da rainha: Margherita. Inicia-se, assim, a história desse já tradicional e querido sabor.

A receita foi um sucesso e logo caiu no gosto de todo o povo italiano. Aos poucos, foi alcançando seu sucesso e conquistando o mundo, tanto que está nos cardápios de praticamente todas as pizzarias até os dias atuais!

Fonte: O Clã da Pizza

Forno a Gás é Tendência nas Pizzarias

A frase “assada no forno à lenha” vai aos poucos sendo extinta do cardápio de estabelecimentos em todo país. Mais econômicos, práticos e precisos, os fornos a gás vêm mudando o velho modo de fazer pizza, sem prejudicar o sabor. Parte da clientela ainda resiste e cabe aos funcionários convencê-la que a modificação foi para melhor: “Os clientes acreditavam que o sabor não seria o mesmo, mas isso não é verdade, já que a pizza não ficava tanto tempo exposta à lenha a ponto de pegar o gosto da defumação”, afirmou Adriano Silvério, proprietário da pizzaria Adrix, localizada em São Bernardo do Campo.

A mudança começou em 2009, quando decidiu trocar a lenha pelo a gás. Na época, a novidade não era tão bem vista pelo mercado: “Achavam que não iria funcionar e tinham medo da não aceitação dos clientes, mas acabei arriscando. No fim, deu certo e virou tendência”, concluiu Adriano, que passou a vender mil unidades a mais por semana em 2010, após a troca pelo forno a gás do tipo esteira. Atualmente produz cerca de 264 mil pizzas por ano, 40 por cento a mais desde os tempos de forno à lenha.

Com o sistema a gás, veio a possibilidade de controle de temperatura dos fornos, que passaram a assar de forma rápida, diminuindo o intervalo entre uma fornada e outra. Desde então a capacidade de produção passou para um nível industrial: 400 pizzas por hora.

A crescente demanda fez com que as principais distribuidoras de GLP (gás liquefeito de petróleo) se adequassem ao cenário atual. Segundo Vicente Longatti, Gerente Nacional Comercial Empresarial da Copagaz – quinta maior distribuidora de GLP no Brasil – mudanças estratégicas foram necessárias: “Fornecemos consultoria para os estabelecimentos interessados em migrar para o GLP em todas as etapas do processo de substituição da lenha para o gás, além da instalação de tanques nos locais de consumo, que são abastecidos regularmente por caminhões-tanque, substituindo os botijões transportáveis”, afirmou.

O sistema a gás também beneficia o meio-ambiente. Segundo estudo realizado por pesquisadores do IAG-USP, em colaboração com diversos grupos de pesquisa no Brasil e no exterior, há mais de 11 mil pizzarias só em São Paulo, a segunda cidade que mais consome pizza no mundo, atrás apenas de Nova York, nos Estados Unidos. Aproximadamente 80% desses estabelecimentos queimam lenha, principalmente eucalipto, para produzir cerca de 1 milhão de pizzas por dia. A quantidade média de lenha usada pelas pizzarias na cidade é de 48 toneladas por ano. Esse número perfaz um total de 7,5 hectares de floresta de eucalipto queimados por mês e 307,2 mil toneladas de madeira incinerada, concluiu a pesquisa.

 

Principais benefícios:

Controle de temperatura: Os fornos a gás são reguláveis, permitindo maior uniformidade no aquecimento, evitando que as pizzas queimem e padronizando a produção;

Otimização do espaço: Os tanques de gás não ocupam tanto espaço quanto a madeira, além de sujar menos o local de armazenamento, evitando possíveis visitas indesejadas de animais atraídos pela lenha, como ratos, insetos e até cobras.

Salubridade e meio ambiente: A queima da lenha produz gases altamente tóxicos, trazendo risco aos funcionários que inalam a fumaça constantemente, diferentemente do gás; além disso, a emissão de gases de efeito estufa é altamente prejudicial ao meio ambiente.

Legislação: Algumas cidades, por questões ambientais, exigem análises criteriosas para regularização do uso da lenha em estabelecimentos. Problema não enfrentado por quem opta pelo forno a gás.  

Fonte: Food Magazine