Napoles . Ícaro Rio Sul

Nápoles: vibrante, caótica e intensamente deliciosa

Nas infindáveis vielas, automóveis dividem espaço com transeuntes, lambretas, carrinhos de bebê, feiras. Nas ruas, mesmo havendo semáforos e faixas de pedestre, quem define a parada dos carros – com o próprio corpo – é quem atravessa. Nos táxis, velhos, é usual o motorista fumar, “esquecer” de ver o GPS, cobrar a mais e ainda conversar todo simpático durante todo o percurso. As pizzarias mais famosas – e não necessariamente as melhores -, como a Da Michele, possuem filiais não autorizadas com nomes engana turista: Nipote da Michele, Zio da Michele.

Nápoles tem um quê de Brasil, sem dúvida.

Mas mesmo quem não curte muito essa bagunça, como eu, vai apaixonar-se por Nápoles assim que der a primeira garfada. Ali, é difícil comer mal mesmo nos lugares mais “suspeitos”: a cultura gastronômica é centenária, entranhada, cotidiana. Alimentar-se bem é hábito e utilizar ingredientes sazonais, frescos, comprados quase diariamente no mercado, é padrão.

Em Nápoles aprende-se a importância de valorizar os pescadores que trazem, todos os dias, maravilhas do mar direto para o consumidor, sem atravessadores. Aprende-se que não é preciso pagar caro para fazer uma excelente refeição. Aprende-se que boa farinha e fermentação longa pode transformar o trigo (tão odiado atualmente, com o glúten sendo tratado feito o demônio) em sensacionais e aeradas pizzas, doces leves, massas saborosas.

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